Morocco: Light, Craft and Proportion
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Num mundo cada vez mais globalizado e uniforme, observar diferentes culturas é essencial para nós enquanto arquitectos.
Aprender com as suas tradições construtivas e as suas formas de fazer.
A palavra decoração é muitas vezes utilizada para descrever coisas cujo significado mais profundo foi esquecido. Mas aquilo que mais vale a pena preservar nestas tradições é algo mais profundo: o simbólico, o espacial e o material.
Em Marrocos, a luz molda o espaço. Não para revelar tudo de uma só vez, mas para revelar lentamente um lugar. Nada é demasiado óbvio.
As portas Amazigh não são decoração.
Foram concebidas para proteger e celebrar a riqueza de uma família, expressando significado através do símbolo e do saber-fazer.
O trabalho artesanal era também uma forma de meditação: uma maneira de regressar a algo essencial em nós próprios.
O mais interessante é que, em Marrocos, ainda existem lugares onde esta cultura do saber-fazer sobrevive e se adapta.
Onde edifícios antigos são restaurados utilizando técnicas tradicionais baseadas em terra, cal, pigmentos, madeira esculpida e aço forjado.
Isto é arquitectura lenta e artesanato lento.
Tudo o que é feito com atenção transporta qualidade, porque nasce do foco e não da pressa. Acrescenta valor aos edifícios, aos lugares e às pessoas que os habitam.
A riqueza encontra-se no detalhe, na proporção e na hierarquia, expressas através da geometria, da textura, da cor e do espaço.
Estas viagens recordam-nos os princípios universais da luz, do material, da proporção e do saber-fazer.
Fotografias de CAS Studio:
Túmulos Saadianos: Pátio e Túmulos
Túmulos Saadianos: Passagem e Paredes de Terra
Túmulos Saadianos: Construção em Terra
Palácio da Bahia: Trabalhos de Restauro
Medina de Marraquexe: Porta de Terra da Cidade
Palácio da Bahia: Tecto de Madeira Pintada
Riad de Marraquexe: Porta de Cedro Esculpida







