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Restored earthen architecture at the Saadian Tombs in Marrakech, Morocco, combining lime finishes, geometric ornament and courtyard landscape.
Saadian Tombs, Marrakech
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Morocco: Light, Craft and Proportion

In a progressively globalized and uniform world, observing different cultures is essential for us as architects.

To learn from their building traditions, their building knowledge, their ways of making.
The word decoration is often used to describe things whose deeper meaning has been forgotten. But what is most worth retaining in these traditions is something deeper: the symbolic, the spatial, the material.
In Morocco, light shapes space. Not to reveal everything at once, but to reveal a place slowly. Nothing is too obvious.

The carved Amazigh doors are not decoration.

They were designed to protect and celebrate a family’s wealth, expressing meaning through symbol and craft.

Craftsmanship was also a form of meditation: a way of returning to something essential in ourselves.
What is particularly interesting is that, in Morocco, there are still places where this culture of know-how survives and adapts.

Where ancient buildings are restored using traditional techniques grounded in earth, lime, pigments, carved wood and forged steel.

This is slow architecture and slow craft.

Everything thoughtfully made carries quality, because it comes from focus rather than rush. It adds value to buildings, to places, to the people who inhabit them.
The richness lies in detail, proportion and hierarchy, expressed through geometry, texture, colour and space.
These travels bring us back to the universal principles of light, material, proportion and craft.

Photos by CAS Studio:

1- Saadian Tombs: Courtyard and Tombs

2- Saadian Tombs: Passage and Earth Walls

3- Saadian Tombs: Earthen Construction

4- Palais Bahia: Restoration Works

5- Marrakech Medina: Earthen City Gate

6- Palais Bahia: Painted Wooden Ceiling

7- Marrakech Riad: Carved Cedar Door

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Num mundo cada vez mais globalizado e uniforme, observar diferentes culturas é essencial para nós enquanto arquitectos.

Aprender com as suas tradições construtivas e as suas formas de fazer.

A palavra decoração é muitas vezes utilizada para descrever coisas cujo significado mais profundo foi esquecido. Mas aquilo que mais vale a pena preservar nestas tradições é algo mais profundo: o simbólico, o espacial e o material.

Em Marrocos, a luz molda o espaço. Não para revelar tudo de uma só vez, mas para revelar lentamente um lugar. Nada é demasiado óbvio.

As portas Amazigh não são decoração.

Foram concebidas para proteger e celebrar a riqueza de uma família, expressando significado através do símbolo e do saber-fazer.

O trabalho artesanal era também uma forma de meditação: uma maneira de regressar a algo essencial em nós próprios.

O mais interessante é que, em Marrocos, ainda existem lugares onde esta cultura do saber-fazer sobrevive e se adapta.

Onde edifícios antigos são restaurados utilizando técnicas tradicionais baseadas em terra, cal, pigmentos, madeira esculpida e aço forjado.

Isto é arquitectura lenta e artesanato lento.

Tudo o que é feito com atenção transporta qualidade, porque nasce do foco e não da pressa. Acrescenta valor aos edifícios, aos lugares e às pessoas que os habitam.

A riqueza encontra-se no detalhe, na proporção e na hierarquia, expressas através da geometria, da textura, da cor e do espaço.

Estas viagens recordam-nos os princípios universais da luz, do material, da proporção e do saber-fazer.

Fotografias de CAS Studio:

  1. Túmulos Saadianos: Pátio e Túmulos

  2. Túmulos Saadianos: Passagem e Paredes de Terra

  3. Túmulos Saadianos: Construção em Terra

  4. Palácio da Bahia: Trabalhos de Restauro

  5. Medina de Marraquexe: Porta de Terra da Cidade

  6. Palácio da Bahia: Tecto de Madeira Pintada

  7. Riad de Marraquexe: Porta de Cedro Esculpida